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Nos últimos seis meses da minha vida realizei três grandes sonhos. Estou vivendo uma fase plena, de felicidade. Naquele dia 11 de março posso dizer que vivi um dos melhores dias da minha vida. Vivi algo que esperei mais de uma década sonhando e que eu tinha certeza de que ia morrer sem ver de perto o homem que me inspirou com sua arte, me consolou em momentos difíceis e me apresentou um novo mundo. Morrissey para mim é muito mais que um cantor, um poeta, um ícone do rock, uma lenda viva... é como diria o Depeche Mode, meu “Personal Jesus”.
Logo nos primeiros acordes de “First of the gang to die” escorreram as lágrimas que iam me acompanhar em quase toda a apresentação. Eu cantava e soluçava ao mesmo tempo. Eu não acreditava que era real aquele personagem que eu tanto idolatrava, ali na minha frente... Estava anestesiada.
O set-list foi excelente, passou por várias fases da sua carreira. Foi apaixonante ouvir “Let me kiss you”, “Speedway” , “When Carol Last I Spoke To Carol”, "I Will See You In Far-Off Places", enfim, todas... sou daquele tipo mais doente de fã, alucinada. Morrissey se emocionou com o público, interagiu, deu a mão a fãs, jogou a camisa ao público, foi perfeito. E de quebra, ainda ganhamos o prazer de ouvir seis músicas dos Smiths, das quais “Iknow it´s over” foi quase fatal para mim. Passei mal. Fiquei um pouco chateada de ler as críticas da imprensa depois do show pois fico indignada de apenas ressaltarem as músicas dos Smiths. A imprensa do Brasil ainda não se deu conta da importância de Morrissey para a história da música, que vai muito além de sua participação na banda, que como já disse aqui antes, foi um capítulo maravilhoso e inesquecível de sua história. Os Smiths foram a melhor banda do mundo, mas me defino como fã do Morrissey. Sua carreira solo é fascinante e ele ainda tem muito a oferecer nos seus 52 anos de idade. Quem discorda ouça “Years of Refusal” de cabo a rabo e depois conversamos. Viva Morrissey!
Escrito por Veri Morrissey às 10h21
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De volta ao Brasil 12 anos depois, Morrissey faz show irregular em Belo Horizonte e ganha público com hits dos Smiths 
Morrissey está de volta ao Brasil, 12 anos depois da última visita, para ver de perto toda uma nova geração de fãs. Gente que nem era nascida quando, com "Strangeways Here We Come", ele e o guitarrista Johnny Marr deram ponto final à parceria mais significativa do rock britânico desde os Stones de Mick Jagger e Keith Richards, capitaneando os Smiths. Fãs que escutaram "Suedehead" em alguma rádio flashback e se encantaram. Jovens que não tinham idade para ver a primeira passagem do cantor por aqui. E, claro, os antigos devotos de sempre com camisetas e velhos LPs da época, como se fossem a própria carteira de identidade --esses eram a maioria. Pessoas que passaram o show inteiro gritando por Smiths, mas que se renderam aos acordes de "Everyday Is Like Sunday". É difícil mensurar a importância de Stephen Patrick Morrissey no mundo pop, já que ela atravessa as fronteiras musicais e alcança campos da literatura, da moda e, mais importante, de um determinado estilo de vida. Foi esse jovem senhor que na noite desta quarta-feira (7) subiu ao palco do Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, e autorizou meninos a se assumirem como "sensíveis". Morrissey, cuja figura parece permanecer marcada no inconsciente pop, parece firme o suficiente para justificar uma turnê mundial que passa agora pelo Brasil e que não serve de divulgação para nenhum álbum novo. Seu último trabalho foi lançado há três anos e hoje ele se encontra, sintomaticamente, sem gravadora. Apesar dos ingressos não terem esgotado, a casa já estava cheia durante o show de abertura da cantora Kristeen Young. Munida de apenas um teclado e amparada por programações eletrônicas, ela não convenceu o público com suas canções etéreas, que remetem ao trabalho de cantoras-compositoras como Regina Spektor e Tori Amos, sem o diferencial criativo das duas. Depois de seu show, a platéia foi aquecida com clipes exibidos em um telão, provavelmente selecionados por Morrissey, fã assumido de artistas que foram mostrados, como Nico, Sparks e os últimos da lista, New York Dolls --quando jovem, Morrissey fundou um fã-clube da banda pré-punk na Inglaterra. Com apenas dez minutos de atraso (o show estava marcado para as 22h), Morrissey subiu ao palco de camisa branca, enquanto o resto da banda trajava vermelho como os dizeres "Assad Is Shit" no peito, uma referência nada elogiosa ao atual presidente da Síria Bashar Al Assad, e começaram o show com "First Of The Gang To Die", hit do disco "You Are The Quarry" (2004), ganhando os primeiros coros da platéia mineira. A temperatura seguiu elevada na seqüência, com "You Have Killed Me". No final, o cantor brincou com a platéia, dizendo: "Vocês me fazem me sentir muito popular". A ironia foi a deixa para uma seqüência que baixou os ânimos do público, com "Black Cloud", "When I Last Spoke To Carol" e "Alma Matters" --canções pouco conhecidas da maioria dos presentes, que serviram para provar que a voz de Morrissey ainda está preservada, mas que não seguraram o começo do show. No final da última faixa, o cantor fez piada ("Estou mesmo aqui? Sim!") e soltou a primeira do repertório dos Smiths na noite, "Still Ill", em uma bela versão, emendada com "Everyday Is Like Sunday", emocionando a platéia e o cantor, que puxou coro de "Brasil, Brasil!". A partir daí, o show mostrou sua maior falha: o roteiro. Curiosamente o próprio Morrissey parece admitir isso. "Podem escolher a próxima canção", atiçou a platéia. "Não, não podem!", respondendo com uma seqüência de músicas mais climáticas, como "I Will See You In Far-Off Places", "Ouija Board, Ouija Board" e a sombria "Meat Is Murder" (1985), canção-título do segundo álbum dos Smiths. Respeitosamente, ganharam aplausos assim como sua banda de apoio, que foi apresentada em seguida, com destaque para o guitarrista Jesse Tobias (ex-Alanis Morissette), dono dos solos e dos riffs mais impactantes. Mas o saldo até aí era de uma apresentação morna, sem maiores interações entre o cantor e seus súditos, com algumas boas canções espalhadas sem critério junto ás preferências do cantor. O show se ajustou melhor na sua parte final, quando Morrissey se encontrou com a vontade da platéia. O que antes eram apenas ondas isoladas no meio da multidão, se transformou em muitos casais dançando ("Let Me Kiss You", e "I Know Its Over", dos Smiths, numa versão um pouco apressada), coros animados ("I'm Throwing My Arms Around Paris") e, principalmente berros saudosistas e emocionados, na rendição a três clássicos grandiosos dos Smiths. "There's A Light That Never Goes Out" e "How Soon Is Now?" gerou até um pouco de histeria, mas foi "Please Let Me Get What I Want" o grande momento da apresentação, em uma versão simples, concentrada na voz de Morrissey e na inspirada guitarra que deu voz ao público, sublinhando que o interesse maior ainda é o repertório dos Smiths. Sintomaticamente, no econômico bis, a apresentação teve seu ponto final com a pouco memorável "One Day Goodbye Will Be Farewell", provando, depois de quase duas horas, que o cantor que já foi considerado "o maior inglês vivo" parece estar pouco sintonizado com aqueles que poderiam ter o elegido com esse título. Mesmo com um repertório bastante inspirado na sua carreira-solo, a força de sua apresentação parece residir, nostalgicamente, no seu passado com os Smiths. O que garante uma emocionante viagem ao passado, mas também mostra pouca inspiração no presente e preocupações para o futuro. O rei do rock poético e sentimental não está morto, mas não parece estar passando muito bem.
Veja as músicas que Morrissey tocou em Belo Horizonte: "First Of The Gang To Die" "You Have Killed Me" "Black Cloud" "When Carol Last Spoke To me" "Alma Matters" "Still Ill" "Everyday Is Like Sunday" "Speedway" "You're The One For Me Fatty" "I Will See You In Far-Off Places" "Meat Is Murder" "Ouija Board Ouija Board" "I Know It's Over" "Let Me Kiss You" "There's A Light That Never Goes Out" "I'm Thowing My Arms Around Paris" "Please, Please Let Me Get What I Want" "How Soon Is Now?"
Publicado em: http://musica.uol.com.br/ultnot/2012/03/08/de-volta-ao-brasil-12-anos-depois-morrissey-faz-show-irregular-em-belo-horizonte-e-ganha-publico-com-hits-dos-smiths.jhtm
Escrito por Veri Morrissey às 10h55
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Com hits, Morrissey celebra noite de histeria e catarse THALES DE MENEZES ENVIADO ESPECIAL A BELO HORIZONTE A simples presença dele no palco bastaria para saciar o público que encheu o Chevrolet Hall na noite de quarta. Ver de perto um dos caras que mudou a história do rock é emoção suficiente para um fã. A simples presença dele no palco bastaria para saciar o público que encheu o Chevrolet Hall na noite de quarta. Ver de perto um dos caras que mudou a história do rock é emoção suficiente para um fã. Mas Morrissey continua fugindo de qualquer acomodação. Em sua segunda turnê pelo Brasil, que passará pelo Rio na sexta (9) e por São Paulo no domingo (11), o cantor inglês reafirmou a proposta de sua carreira solo que já dura 25 anos: apresentar músicas novas e velhas, que criou sozinho ou com os Smiths, isso não importa. Nessa busca por algo novo, ele alterna fases em que contempla mais seus sucessos quando sobe ao palco com outras turnês em que despreza os hits. Para sorte dos súditos, esta vem bem guarnecida de sucessos. No começo do show, ele parece esperar a plateia se recuperar do impacto de vê-lo ao vivo. Engata quatro canções da carreira solo, para esquentar. Quando vem a primeira dos Smiths, "Still Ill", vem junto com o primeiro rebolado e aí a coisa pega. A banda é afiada e devidamente relegada a segundo plano. O quinteto veste roupas iguais, com as já tradicionais camisetas com mensagens. Na noite mineira, eram vermelhas, com a inscrição "Assad is shit", chamando o presidente sírio de um merda. Os músicos cumprem bem a missão de arriscar arranjos diferentes para canções conhecidíssimas dos Smiths. "Meat Is Murder" chega desfigurada por completo e emociona.
Simpático, dando insistentes declarações de amor ao público, Morrissey cativa. Chega a deitar de bruços na beirada do palco e esticar o braço para baixo, tudo isso para dar a mão a uma fã em cadeira de rodas. Ele se empolga. Por duas vezes tira a camisa e arremessa para a plateia. Uma ficou inteira. A outra foi feita em pedaços por seus seguidores. Para demolir a ideia de que os grandes momentos do show estão restritos às canções dos Smiths, é de arrepiar ouvir e cantar junto "Everyday Is Like Sunday" e "You Are the One for Me, Fatty", sucessos solo. Mas, sim, nada se compara à histeria de "There's a Light that Never Goes Out" e à catarse de "How Soon Is Now", hinos de seu grupo nos anos 80. Enfim, uma noite de celebração para fãs de Smiths, de Morrissey e de rock and roll. MORRISSEY EM BELO HORIZONTE AVALIAÇÃO: ótimo * SERVIÇO RIO DE JANEIRO QUANDO sexta (9), às 23h ONDE Fundição Progresso (r. dos Arcos, 24, Rio, 0/xx/21/2220-5070) QUANTO ingressos esgotados SÃO PAULO QUANDO domingo (11), às 21h ONDE Espaço das Américas (r. Tagipuru, 795, São Paulo, 0/xx/11/3864-5566) QUANTO ingressos esgotados
Publicado em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1058813-com-hits-morrissey-celebra-noite-de-histeria-e-catarse.shtml
Escrito por Veri Morrissey às 13h38
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Para já ir esquentando, esse set list foi apresentando em um dos últimos shows do Moz nos Estados Unidos em dezembro de 2011 
1.I Want The One I Can't Have 2.First Of The Gang To Die 3.When Last I Spoke To Carol 4.You're The One For Me, Fatty 5.There Is A Light That Never Goes Out 6.Black Cloud 7.Everyday Is Like Sunday 8.Satellite of Love 9.People Are The Same Everywhere 10.Maladjusted 11.You Have Killed Me 12.Speedway 13.All The Lazy Dykes 14.Meat Is Murder 15.Ouija Board, Ouija Board 16.Scandinavia 17.I Know It's Over 18.One Day Goodbye Will Be Farewell Encore: 19.Still Ill Se ele cantar "I want the one I can´t have" e "Still Ill" eu morro, pode enterrar. Ouvir "Speedway" já vai valer o ingresso. Qualquer música do Southpaw Grammar está valendo. "One Day Goodbye Will Be Farewell", "You Have Killed Me", "First Of The Gang To Die", todas... é pra matar qualquer fanático do coração.
Escrito por Veri Morrissey às 10h47
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MORRISSEY NO BRASIL EM MARÇO 7 (Wednesday) PORTO ALEGRE, Brazil : Pepsi On Stage 9 (Friday) RIO, Brazil : Fundicao Progresso 11 (Sunday) SAO PAULO, Brazil : Espaco das Americas Estou procurando saber desesperadamente como faço para comprar ingresso para o Espaço das Américas. Alguém?
Escrito por Veri Morrissey às 19h26
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